CINEMA




Os verdadeiros grandes filmes ainda não foram feitos e não serão obra das grandes empresas, mas de amadores, no sentido literal, de gente apaixonada, sem fins comerciais. E esses filmes serão feitos de arte de verdade.

Robert Flaherty







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- THE CLONES OF DR. FUNKENSTEIN - 1976 - 224Kbps

2 Comments:

At 29 de março de 2007 08:03, Anonymous Anonymous said...

Obrigado pelo álbum, e os anteriores tambem.
Um abraco,
Cristuli
de Argentina

 
At 25 de maio de 2007 18:06, Anonymous leandro pinto said...

o que diz flaherty merece algumas considerações.... vou falar a partir da minha experiencia em video e cinema, estudando a história, teorias, movimentos, e vendo filmes com prazer e paixão...

ainda não fiz "verdadeiros grandes filmes" e não sei se algum dia vou fazer... essa "categoria" não faz parte de meu objetivo como cineasta e nem imagino que os filmes que mais aprecio tenham partido desta premissa.... de fato, qual é o objetivo de um cineasta? pra que fazer cinema? quais pressupostos são estabelecidos no início da criação cinemática? há finalidade? há necessidade? há prazer? que interesse pessoal mobiliza um cineasta?

para mim o cinema nunca esteve dissociado de uma reflexão filosófica e política... no fundo, faço cinema como um caminho de olhar, ouvir e sentir a vida....
um caminho de expressão de idéias e imagens, sons e afetos... não me preocupo com enredos nem personagens.... todos os meus filmes são essencialmente "documentários performáticos"... ao contrário de flaherty, que manipulava e escondia a manipulação, eu assumo o cinema como montagem e ficção, mas um tipo de ficção que não tem nada a dever ao formato do romance ou de estruturas narrativas que pretendem "dizer a verdade"....

sobre a segunda assertiva de flaherty, que diz respeito ao movimento das "grandes empresas", penso que são justamente elas que desejam fazer "grandes filmes", mas claro que num sentido oposto ao que flaherty considera um "grande filme", que pra ele é antes de tudo uma aventura de "gente apaixonada", pessoas que se mobilizariam por propósitos "sem fins comerciais"...

eu nunca fiz "cinema profissional", caso isso signifique ser contratato, e receber um valor financeiro, para exercer uma específica função na realização de um filme.....

sou um amador, um estudante, e depois de ter participado de uns quinze filmes, não ganhei nem um centavo da "sociedade"..... todo o financiamento da minha ação como cineasta se deve ao pai e à mãe que me doaram seus recursos......

o cinematógrafo é uma invenção da civilização urbana-industrial da europa do séc. XIX... não tenho certeza sobre a relação dessa máquina com o conceito de "arte"...
essa discussão não me ocupa a mente.... orson welles não considerava o cinema uma arte... jean renoir sim.... penso que neste caso não há o certo nem o errado.... as duas concepções, distintas, são justificáveis por argumentos válidos, de acordo com a visão que se tenha de "arte"... o conceito de "arte" não é absoluto..... mas histórico e psicológico, em permanente metamorfose..... eu aprecio várias idéias sobre o que é a arte, mas nunca me preocupei em sintetizá-las..... o resultado permanecerá contraditório e ambíguo.....

 

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